Com função de ligar o bairro de Socorro à estação de trem e metrô Santo Amaro, foi implantada sobre o canal da represa Guarapiranga a ponte móvel Friedrich Bayer.
A ponte foi planejada como uma passarela para promover a travessia de ciclistas e pedestres aos dois trechos da ciclovia do trabalhador instalados às margens do rio.
Elaborado pelo escritório Loeb Capote Arquitetura e Urbanismo, o projeto ficou definido depois de quase um ano. Por questões arquitetônicas e funcionais o projeto ficou com duas passarelas fixas e duas passarelas móveis, apoiadas sobre duas vitórias-régias. Os apoios e os tubulões são de concreto e o restante da estrutura é metálica.
A escolha por ponte móvel se deu para atender a necessidade de tráfego de embarcações no canal, para limpeza e dragagem do sistema.
A distância entre os apoios é de 30m e nas extremidades, balanços de 15m e o vão livre para passagem da embarcação é de 12m.
O sistema móvel foi desenvolvido nos moldes de um mecanismo de ponte rolante. O conjunto de rolamentos das passarelas é formado por um mancal, que suporta o eixo do giro, no centro dos trilhos internos. Nos trilhos externos, instalados nas ilhotas em formato de vitória régia, movimentam-se os blocos motorizados e movido do sistema, limitados por batedores. Os trilhos foram produzidos a partir de 3" calandrado de maneira a se adequar corretamente ao raio previsto em projeto. Os apoios foram projetados no modelo convencional.
As pontes móveis foram projetadas para rotacionarem para lados opostos, afim de não haver problema na hora do fechamento. Quando há necessidade de abertura da passarela, aciona-se um botão que fica por baixo da grade da passarela, no centro de cada vitória-régia. Segundo o eng. Renato Pompéia Gioielli, responsável pelo projeto de estruturas metálicas e concreto armado, esta solução para a ponte Friedrich Bayer é a única no Brasil.
Conclui-se que para vãos menores como este projeto, a abertura em rotação é economicamente viável quando comparado ao sistema retrátil convencional.
Fonte: Revista Infraestrutura, fevereiro 2014

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