quarta-feira, 30 de julho de 2008

Argamassa fina e eficiente

A Resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que se responsabiliza há seis anos pelo destino dado ao entulho, visa diminuir a quantidade de resíduos depositados em bota-foras. Além deste outros fatos, a F A Oliva Empreendimentos Imobiliários passou a buscar uma alternativa que gerasse menos resíduos no canteiro de obras.
Foi assim que a Comunidade da Construção de Campinas, em parceria com a Abai (Associação Brasileira de Argamassa Industrializada), a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e empresas de cimento, desenvolveu um revestimento cimentício de pequena espessura para uso em interiores.
A argamassa, obtida à base de cimento, cal, e areia e aditivos não tóxicos, tem tempo em aberto controlado. Foi atestada, conforme a NBR 13281 – Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos – Requisitos, em vigor desde 2005.
Dentre as vantagens observadas, destaca a qualidade do acabamento final, a velocidade de execução, a limpeza com menor geração de resíduos e o desempenho. Um dos motivos para o custo competitivo foi a possibilidade de usar mão-de-obra própria, sem a necessidade de terceirização.
Para aplicação, manual, usou-se a desempenadeira plástica para a aplicação, corrugada para desempeno, e lisa para o acabamento final. O desempenho da aplicação foi atestado com medições de tempo de cada etapa, desde a preparação até o acabamento final. Essa forma de aplicação é fundamental para a economia de material, em vez do sistema convencional – chapado com colher de pedreiro – a desempenadeira com argamassa é comprimida contra o substrato. Com isso o revestimento tem consumo de 9 kg de argamassa por metro quadrado de parede com 5 mm de espessura. O volume de resíduos em comparação ao total consumido não chega a 4%.
Por se tratar de um procedimento em desenvolvimento, alguns pontos estão sendo observados para aprimoramento. Um deles é a própria forma de aplicação. Embora a construtora perceba melhoras na performance da mão-de-bra, já está sendo avaliados benefícios da mecanização da aplicação. Espera-se que elimine a etapa de sarrafeamento com a projeção da argamassa já na espessura desejada.
Seqüência do desenvolvimento do revestimento de baixa espessura
1) Disponibilidade da obra
2) Caracterização do revestimento de gesso
3) Experimentação com revestimento de argamassa – aplicação manual
4) Observações comparativas dos sistemas
5) Expectativas e resultados.
Fonte: Revista Techne, julho 2008.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Proposta de revisão NBR 8800

O projeto de revisão da norma NBR 8800:2008 – Projeto de Estrutura de Aço e de Estrutura Mista de Aço e Concreto de Edificações foi aprovado e deverá ser publicado dentro de três meses.
A nova NBR 8800 elimina itens de execução, segundo o engenheiro Ricardo Hallal Fakury, secretário da Comissão de Estudos e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) destaca que a revisão da norma de 1986, eliminou estes itens, pois é um assunto amplo e deve constituir uma norma própria.
Inserem elementos estruturais mistos de aço e concreto como pilares, lajes e ligações mistas. Será integrada também a NBR 14323:1999 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio, que está em processo de revisão para se atualizar e compatibilizar com a futura NBR 8800.
Procedimentos de cálculo também foram atualizados, utilizava-se curvas múltiplas de resistência para barras axialmente comprimidas, que foram substituídas por uma curva única. A durabilidade e a estética das estruturas de aço também será abordada por meio de anexo, que trata da questão da proteção à corrosão atmosférica da liga metálica.
O professor considera que sendo bem utilizada a nova norma, poderá reduzir custos das obras.

Fonte: Piniweb, 17.07.08.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Concreto feito na obra

O Instituto de Engenharia, localizado à Avenida Dante Pazzanese, 120 – Vl. Mariana, realizará o curso “Concreto Feito na Obra”, no dia 17-07-08, ministrada pelo instrutor Egydio Hervé Neto.

Programação:
Descrição: Com as mudanças nas Normas e procedimentos de Projeto, Execução e Controle do Concreto, muitas novas exigências foram introduzidas na confecção desse material, algumas das quais parecem inatingíveis para as condições normais da obra, no atual estado de organização e conhecimento, ficando a visão de que apenas com empresas especializadas em serviços de concretagem se poderá produzir o concreto para a obra. No entanto não se pode fugir à realidade de que ainda se necessita conhecer e fazer concreto na obra, seja para uma concretagem menor, que não justifica uma empresa concreteira, seja pela localização da obra em região sem esses serviços, seja por uma decisão de que há possibilidade – econômica ou operacional – de produzir-se o próprio concreto na obra. O curso mostra como proceder na produção, controle e Garantia da Qualidade na produção do concreto na obra.
Conteúdos:
Definições e conceitos - Especificações do concreto no Projeto – Estudo de dosagem – Procedimentos de Produção – Controle Tecnológico – Considerações sobre custos.
Instrutor: Egydio Hervé Neto, Engenheiro Civil pela UFRGS em 1971, com formação complementar em Auditoria e Sistemas da Qualidade pelo INMETRO, diversos cursos de especialização em Tecnologia de Concreto e suas aplicações pela ABCP, onde atuou por mais de 11 anos, além de atuação em empresas de renome no Brasil da área de concreto e construções (CONCREMAT, CONCRETEX, FORBETON, JAAKO POÏRY), especialista e consultor em Qualidade e Tecnologia do Concreto, Diretor Técnico da VentusCore Tecnologia de Concreto, com Sede em Porto Alegre.
Data e Horário: O curso será apresentado em 2 módulos de 4 horas.
Data: 17 de julho de 2008
Horário: 08h00 às 18h00
Incluso no custo: Material didático, coffee break e certificado.
Para mais informações falar com Roseli Telefone: 3466-9253 e-mail: cursos@ie.org.br
Público Alvo: Arquitetos, Engenheiros Civis, Técnicos, Tecnólogos e estudantes dessas áreas, que atuem em Projeto, Execução, Gerenciamento ou Fiscalização de obras de concreto.
AssociadosValor: R$ 180,00 / Não associadosValor: R$ 240,00
Fonte: Site Instituto de Engenharia, julho 2008.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

”A estrutura de aço já atingiu o nível da rua”

Em julho de 2005 foi tornada pública a terceira e definitiva versão do projeto do edifício, que incorporou uma base cúbica de 61 metros, coberta com uma mistura reforçada de aço inoxidável e titânio, que oferece um escudo de segurança capaz de resistir a uma grande explosão. A obra teve início em abril de 2006, “Será um símbolo de nossa liberdade e nossa independência”, disse à imprensa o governador do Estado de Nova York, George Pataki.
Oito triângulos elevados da base para formar um octágono perfeito e reforçado no centro da estrutura culmina em um parapeito de vidro a 420 metros, a altura das torres-gêmeas destruídas em 11 de setembro de 2001.
A base que sustentará a Torre da Liberdade, já atingiu o nível da rua. "A estrutura de aço já atingiu o nível da rua. É um marco muito importante para o edifício", disse à Agência Efe o responsável de comunicação da Autoridade do Porto de Nova York e Nova Jersey, Steve Coleman.
Essa entidade é a encarregada de tramitar o projeto do novo edifício, que se prevê que em 2012, quando estiver terminado, alcancará 1776 pés (541,68 metros).
Para levantar a base desta torre, que ocupará 242.000 metros quadrados, o grupo ArcelorMittal forneceu até o momento 13.500 toneladas de aço, das quais 9.800 são vigas "jumbo" - estruturas que só são fabricadas pelo grupo siderúrgico, as mais densas e longas do mercado.
Com mil quilos de peso por metro e até 22 metros de longitude, "são vigas únicas, com uma qualidade excepcional, grande flexibilidade e resistência que só são fabricadas em Differdange e com material 100% reciclado", explicou Jacques Braun, diretor comercial da ArcelorMittal.
Assim, a base da futura Torre da Liberdade nasce de grandes montões de ferro-velho fundido e transformado em aço líquido que, depois de adquirida a forma, terá três linhas de cilindros - onde se ajustarão com maior precisão a temperatura do interior da viga -, e será dotada de maior resistência e flexibilidade.
"Esse sistema permite criar uma nova geração de aço que vai servir, entre outros muitos projetos, para manter um dos edifícios mais emblemáticos do mundo", resume Michael Wurth, membro da direção-geral da ArcelorMittal e responsável por produtos planos.
Em números, o custo de cada metro de uma viga "jumbo" se aproxima dos US$ 1.000 e, até o momento, o cálculo total dos pedidos que o maior fabricante mundial de aço forneceu para o projeto chega a US$ 30 milhões.
"Não há números globais sobre o aço que a companhia fornecerá a todo o projeto nem do valor final, porque é um contrato a longo prazo que vai sendo negociado", explicam diretamente da ArcelorMittal.
Além do aço para a base da Torre da Liberdade, a companhia tem comprometidas 800 toneladas a mais para as últimas plantas do edifício, assim como para outras construções do complexo que encherá o vazio deixado pelo World Trade Center.
Cada uma das vigas fornecidas percorrerá primeiro a trem e depois a navio, os mais de 7.600 quilômetros que separam Luxemburgo de Nova York.
"Este projeto requer uma logística muito grande", explica Robert Engle, o diretor da planta, da qual também saíram vigas "jumbo" para outros emblemáticos edifícios como o Shangai Financial Center ou os arranha-céus do novo centro de negócios de Moscou.
Em Nova York, Kenneth Lewis, um dos arquitetos do estúdio Skidmore, Owings & Merril destaca o papel essencial que possui o aço nesta construção, onde a segurança foi uma das chaves do desenho.
"O aço se movimentará com a torre. Apresentará maior flexibilidade e dará mais segura para estrutura", explicou Lewis sobre o desenho de um edifício que se modificou expressamente para reforçar sua segurança, e que contará com 108 plantas, além de culminar em um terraço cristalizado à mesma altura da qual tinham as desaparecidas Torres Gêmeas e uma antena de telecomunicações.
No total, a futura torre, que requereria um investimento conjunto de cerca de US$ 3 bilhões, terá mais de 80.000 toneladas de aço, muitas delas de origem européia.
Fonte: CBCA - Jornal Metálica, julho/2008.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Angra 3 já tem data para início: 1º setembro

A retomada do programa nuclear brasileiro está muito próximo de sair do papel. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a data para ínicio das obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro é 1º de setembro.
A última etapa que ainda precisa ser cumprida antes de os tratores serem levados ao canteiro de obra é a emissão, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da licença de instalação da usina, que deve ser liberado pelo orgão ambiental em um prazo de 10 a 15 dias. A previsão foi confirmada ao Estado por técnicos do Ibama.
O governo debateu por anos se deveria ou não reiniciar as obras de Angra 3. Por fim, em junho do ano passado, foi aprovada a proposta de retomada e conclusão, pelo Conselho Nacional de Política (CNPE), órgão interministerial de aconselhamento da Presidência da República, a Eletronuclear, estatal responsável pela gestão da energia nuclear no País, a construir a terceira usina em Angra dos Reis.
Com o crescimento da demanda de energia elétrica estimada pelo Ministério de Minas e Energia MME até 2.015, implica uma necessidade de expansão da capacidade de geração em cerca de 3.000 MW médios por ano. Os estudos preliminares sugerem a construção de quatro novas usinas nucleares até 2.030 além de Angra 3. Duas novas unidades nucleares com potência de 1 mil MW, cada, deverão ser construídas na Região Nordeste e as outras duas no Sudeste. Segundo o estudo, em 2.015, o parque nuclear passaria a ter 3,3 mil MW com a entrada de Angra 3. Já com as quatro outras usinas a capacidade de geração de energia nuclear, em 2.030, chegaria a 7,3 mil MW. Para fazer os cálculos, o estudo está considerando um aumento do PIB de 4,1% ao ano e um crescimento de demanda por energia de 3,5% ao ano até 2.030.
Fonte: Sites: O Estado de São Paulo e Eletrobrás, 08.07.2008.