Será realizado no próximo dia 11 de novembro, em paralelo à Feiplar Compósites e Feipur 2008 o painel construção civil, composto por cinco palestras técnicas. O evento, gratuito, tem como objetivo mostrar as novas tecnologias em plástico reforçado/ composites, plástico de engenharia e poliuretano para a indústria da construção civil.
Local: Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho
Período: 11 a 13/11/2008
Horário: 8:00 às 12:30h
Site: www.feiplar.com.br
Telefone: 11-3779-0270 com Luana Oliveira
Fonte: Piniweb, 09.11.08
domingo, 9 de novembro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Breve histórico da construção em aço no Brasil
A construção com estruturas metálicas no Brasil teve impulso somente na década de 50, após a criação da Companhia Siderúrgica Nacional com sua fábrica de estruturas metálicas montada.
As grandes obras no Brasil em estruturas metálicas eram produzidas com peças importadas na Europa – como a cobertura da Estação da Luz, em São Paulo, e a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis.
As estruturas eram montadas por processo de rebitagem, que baseava-se no conceito de que, diferentemente de uma solda malfeita, um rebite, mesmo malcravado, poderia suportar um esforço considerável. Devido a essa opção, a construção metálica necessitava de um número grande de operário no canteiro. Com o tempo o processo de soldagem foi sendo dominada, possibilitando a fabricação de estruturas mais simples, diminuindo a mão de obra.
As usinas siderúrgicas foram sendo modernizadas, e com o processo de soldagem por arco submerso tornou-se possível a composição de perfis soldados e a execução de juntas de extensão, assim a produtividade e a qualidade cresceram.
Na década de 1980, o Brasil já deixava de ser importador de aço e assumia a condição de exportador do produto. Hoje os mais utilizados nas estruturas metálicos são o aço carbono de baixa liga ASTM A 36, a partir do qual são produzidos os aços ASTM A 572, de alta resistência mecânica, e os aços patináveis ASTM A 588.
Segundo a gerente executiva do Centro Brasileiro de Construção em Aço, a construção metálica está em todos os nichos: comercial, industrial e inclusive habitacional. Ela diz que de acordo com os últimos dados disponíveis, o segmento da Construção Metálica vem crescendo à taxa média de 9,3% ao ano desde 2000, com o lançamento de novos produtos pelas siderúrgicas.
Linha do tempo:
As grandes obras no Brasil em estruturas metálicas eram produzidas com peças importadas na Europa – como a cobertura da Estação da Luz, em São Paulo, e a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis.
As estruturas eram montadas por processo de rebitagem, que baseava-se no conceito de que, diferentemente de uma solda malfeita, um rebite, mesmo malcravado, poderia suportar um esforço considerável. Devido a essa opção, a construção metálica necessitava de um número grande de operário no canteiro. Com o tempo o processo de soldagem foi sendo dominada, possibilitando a fabricação de estruturas mais simples, diminuindo a mão de obra.
As usinas siderúrgicas foram sendo modernizadas, e com o processo de soldagem por arco submerso tornou-se possível a composição de perfis soldados e a execução de juntas de extensão, assim a produtividade e a qualidade cresceram.
Na década de 1980, o Brasil já deixava de ser importador de aço e assumia a condição de exportador do produto. Hoje os mais utilizados nas estruturas metálicos são o aço carbono de baixa liga ASTM A 36, a partir do qual são produzidos os aços ASTM A 572, de alta resistência mecânica, e os aços patináveis ASTM A 588.
Segundo a gerente executiva do Centro Brasileiro de Construção em Aço, a construção metálica está em todos os nichos: comercial, industrial e inclusive habitacional. Ela diz que de acordo com os últimos dados disponíveis, o segmento da Construção Metálica vem crescendo à taxa média de 9,3% ao ano desde 2000, com o lançamento de novos produtos pelas siderúrgicas.
Linha do tempo:

1901 – Conclusão da construção da Estação da Luz, em São Paulo. Estruturas metálicas da cobertura e das passarelas foram trazidas da Inglaterra.
1946 – Funcionamento dos altos fornos da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.
1957 – Primeiro edifício construído no Brasil com materiais e projetos produzidos totalmente no país: Edifício Garagem América, no centro da cidade de São Paulo.
1958 – O arquiteto norte americano Eero Saarinen utilizou o aço Cor-Tem no edifício administrativo da Deere & Company, em Moline, Estados Unidos. Por considerar a ferrugem que se formava sobre a estrutura de aço aparente era um revestimento aceitável e atraente, foram utilizados com sucesso a partir de então os aços patináveis em obras de arquitetura.
1960 – Edifícios da Esplanada dos Ministérios, projetados por Oscar Niemeyer com peças importadas dos Estados Unidos.
1946 – Funcionamento dos altos fornos da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.
1957 – Primeiro edifício construído no Brasil com materiais e projetos produzidos totalmente no país: Edifício Garagem América, no centro da cidade de São Paulo.
1958 – O arquiteto norte americano Eero Saarinen utilizou o aço Cor-Tem no edifício administrativo da Deere & Company, em Moline, Estados Unidos. Por considerar a ferrugem que se formava sobre a estrutura de aço aparente era um revestimento aceitável e atraente, foram utilizados com sucesso a partir de então os aços patináveis em obras de arquitetura.
1960 – Edifícios da Esplanada dos Ministérios, projetados por Oscar Niemeyer com peças importadas dos Estados Unidos.
1961 – Conclusão do Edifício Avenida Central no Rio de Janeiro. As peças metálicas do arranha-céu de 35 pavimentos foram produzidas pela FEM (Fábrica de Estruturas Metálicas), subsidiária da CSN.1963 – O edifício que abriga o escritório central da CSN, em Volta Redonda, foi o primeiro de múltiplos pavimentos no Brasil a utilizar perfis I compostos de chapas de aço soldadas, em substituição às composições rebitadas de fábrica. A fabricação das estruturas começou em junho de 1962 e o término da montagem em fevereiro de 1963.
1970 – O Centro de Exposições do Anhembi, na cidade de São Paulo, construído no final da década de 60, foi o principal marca da construção em treliça metálica espacial no Brasil, abrange uma área de mais de 60.000 m² e é composta por cerca de 60.000 barras circulares de alumínio, com peso total aproximado de 360 toneladas.
1986 – Publicação da norma NBR 8800 – Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifícios.
1987 – Edifício Casa do Comércio, em Salvador, com 14 pavimentos e 58m de altura. Composto por duas torres de concreto armado, unidas por treliças metálicas sobrepostas ortogonalmente, formando balanços e compondo a base em que se apóiam vigas e lajes de piso de nove pavimentos estruturados em aço.1990 – Chegada do Light Steel Framing no Brasil, com aplicação na construção residencial. Publicação das normas NBR 14.762-01 – Dimensionamento de Estruturas de Aço Constituídas por Perfis Formados a Frio e NBR 6355:03 – Perfis Estruturais de Aço Formados a Frio.
1991 – Inicio de processo de privatização das siderúrgicas. Dois anos depois, oito empresas estatais, com capacidade para produzir 19,5 milhões de toneladas (70% da produção nacional), tinham sido privatizadas.
1992 – Inauguração da Estação Largo 13 de maio, do Centro Empresarial do Aço e do Instituto Cultural Itaú, todas as obras em São Paulo. Em Curitiba, é entregue a Ópera de Arame.
1995 – Introduzido no Brasil, o uso de tintas intumescentes para proteção das estruturas metálicas contra a ação do fogo. A altas temperaturas, a tinta libera gases que formarão uma espuma rígida em torno da estrutura, retardando o aumento da temperatura do metal.
1999 – Elaborada e discutida durante cinco anos, a norma “NBR 14.323 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio – Procedimentos” é publicada em junho.
2004 – Inaugurado o Edifício Taipei 101, construído em estrutura metálica em Taiwan com 101 pavimentos e 509m de altura – um dos mais altos do mundo.2008 – Revisada a NBR 8800, com mudança de seu nome para “Projeto de Estrutura de Aço e de Estrutura Mista de Aço e Concreto de Edificações”.
Fonte: Revista Techne
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Cupins de Solo
O primeiro passo ao detectar problemas de infestação de cupins no seu imóvel, ou mesmo outros organismos xilófagos (residencial ou comercial), como fungos e brocas-de-madeira, é chamar algumas empresas especializadas para a realização de uma vistoria e coletar informações para o tratamento. É necessário que os produtos normalmente utilizados para a execução de uma barreira química em edificações sejam adquiridos por empresas especializadas. O consumidor deve evitar o manuseio de produtos químicos sem o pleno conhecimento sobre as restrições de uso, forma de manipulação e de aplicação, bem como sobre o objetivo da realização de qualquer tratamento para controlar uma infestação de cupins.Com a identificação das espécies de cupins, será possível definir os tratamentos a serem realizados para controlar o ataque desses insetos. Os cupins subterrâneos, por exemplo, tem grande capacidade de dispersão pelo imóvel. Assim deve-se avaliar a intensidade do ataque, a dispersão dos cupins e preferencialmente com a utilização de plantas do imóvel. Inclui-se na investigação o madeiramento em contato com a alvenaria, como: batentes, guarnições, rodapés e armários embutido; os espaços vazios, como: caixões perdidos, colunas de distribuição, juntas de dilatação e ainda o entorno da edificação, como: jardins, etc. A partir deste diagnóstico podem-se definir e indicar os tratamentos a serem realizados, que podem ser tanto curativo quanto preventivo.
Os principais são:
- Tratamento de solo: visa criar uma barreira química no perímetro externo da construção impedindo o acesso dos cupins subterrâneos à edificação, na dependência da abrangência da infestação pode ser executada, também no seu perímetro interno;
- Tratamento de espaços vazios: consiste na aplicação de inseticidas nos espaços pelos quais os cupins estão se dispersando ou mesmo constituindo colônias;
- Tratamento de madeira: restringe-se àquelas peças ou partes delas em contato com a alvenaria;
Outras tecnologias para o controle da infestação de cupins também podem ser utilizadas, por exemplo: o uso de iscas para o controle de algumas espécies de cupins subterrâneos.
Gonzalo Lopez, biólogo, Centro de Tecnologia de Recursos Florestais
Leia mais: http://www.ipt.br/atividades/servicos/chat/?ARQ=104
Fonte: Revista Techne edição 135.
domingo, 10 de agosto de 2008
Proteção Passiva Contra Fogo em Estruturas Metálicas
Os objetivos básicos da proteção passiva são a compartimentação e o confinamento do sinistro, evitando sua propagação e mantendo a estabilidade estrutural do edifício por um tempo determinado.
Geralmente, os elementos estruturais em aço perdem cerca de 50% de sua resistência mecânica quando aquecidos a uma temperatura em torno de 550ºC. Conhecida como temperatura critica do elemento estrutural, e pode ser calculado com maior precisão seguindo os procedimentos da NBR 14323 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situações de Incêndio.
Para dimensionamento da espessura do material de proteção das estruturas, é necessário analisar dois parâmetros:
1) Tempo de resistência requerido ao fogo (TRRF): é determinado por uma legislação local ou através de normalizações pertinentes. No Brasil, o TRRF normalmente situa-se entre 30 minutos e 2 horas. Nos EUA, Europa e Japão os requisitos são mais rigorosos, atingindo-se até 4 horas. As regulamentações, normas ou análises técnicas que definem os tempos de proteção para cada tipo de edificação levam em consideração vários aspectos, tais como: utilização da edificação, altura e área construída, compartimentação existente e outros sistemas de proteção complementares, carga combustível e taxa de ventilação.
2) Fator de Forma (perímetro/seção) de cada elemento estrutural: representa a resistência de um determinado perfil metálico em uma situação de incêndio.
Dimensionamento de Proteção
Existem dois métodos para calcular qual a espessura adequada do material de proteção:
a) a forma mais simples de cálculo é utilizar os resultados de ensaios reais de resistência ao fogo, fornecidos pelo fabricante na forma de uma carta de cobertura, onde as espessuras de proteção são facilmente determinadas;
b) pode-se calcular analiticamente, com base em dados dos materiais como densidade, condutividade térmica e calor especifico. Esta metodologia é acurada, porém possui limitações, sobretudo quando os materiais sofrem mudanças físicas durante o incêndio, como é o caso de tintas intumescentes ou alguns projetados que possuem fluidos cristalizados em sua composição.
Normalização:
As normas da ABNT que abordam o tema são:
NBR: 14323/99 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio: através desta norma, editada em julho de 1999 e baseado no Eurocode;
Exigências de Resistência ao Fogo dos Elementos Construtivos das Edificações (Projeto 24:301.06-002/99);
Outras normas, legislações e regulamentações estaduais que abordam este tema (como a C.B.I.T. 08 contida no Decreto Lei nº 46.076 de 2001 do Estado de SP)
Métodos e Materiais para Proteção de Estruturas Metálicas:
Existem diversas formas de proteção de estruturas metálicas, tais como recobrimento com alvenaria, concretos ou blocos celulares e a aplicação de materiais específicos. Os métodos mais racionais para a proteção são materiais desenvolvidos especificamente para esta finalidade.
Características x Custo
Os principais materiais utilizados são listados abaixo, por ordem decrescente de custo:
- tintas intumescentes;
- concreto vermiculitico;
- mantas de fibra cerâmica;
- materiais projetados (argamassas secas e úmidas).
Materiais de proteção:
Materiais projetados: são os mais utilizados mundialmente para a proteção de estruturas metálicas (argamassas úmidas), sendo especificados para a proteção dos maiores prédios do mundo. A introdução destes no Brasil foi a maior responsável pela queda dos preços da proteção de estruturas metálicas. Estes materiais, desenvolvidos, em sua maioria, para áreas internas e abrigadas de intemperismos, especificamente para a proteção de estruturas, reduzem significativamente prazos e custos de aplicação da proteção passiva contra fogo. Requer limpeza após aplicação e controle de espessura na obra.
Mantas de fibra cerâmica e painéis de lã de rocha: estes são ideais para edificações em funcionamento, fornecidos prontos para instalação, necessitam de pinos de ancoragem para fixação, a aplicação é limpa, sem controle de espessura na obra, alguns tipos de acabamentos disponíveis, sempre com baixa resistência mecânica.
Tintas intumescentes: com excelente acabamento visual, podem permanecer expostos, tendo excelente resistência mecânica. Requerem controle rigoroso de espessura, condições climáticas e prazos entre as demãos e acabamento e necessidade de mão de obra muito especializada.
Placas rígidas: ideais para colunas aparentes, com tempo de proteção entre 90 e 120 min. Tem boa resistência mecânica, tem acabamento similar às placas de gesso acartonado e permitem pintura.
Argamassa à base de vermiculita: ideais para áreas industriais e equipamentos, com testes para petroquímica, a aplicação é lenta, requerendo elementos de ancoragem e limpeza posterior a aplicação. Podem permanecer expostos e suportam intemperismos.
Os aspectos para correta escolha do material são:
- aparência, em função da necessidade ou não de requinte estético;
- resistência mecânica;
- período de obra;
- procedência, testes e locais onde os materiais tenham sido aplicados;
- velocidade de aplicação;
- capacitação técnica da empresa escolhida e dos funcionários;
- custo.
Geralmente, os elementos estruturais em aço perdem cerca de 50% de sua resistência mecânica quando aquecidos a uma temperatura em torno de 550ºC. Conhecida como temperatura critica do elemento estrutural, e pode ser calculado com maior precisão seguindo os procedimentos da NBR 14323 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situações de Incêndio.
Para dimensionamento da espessura do material de proteção das estruturas, é necessário analisar dois parâmetros:
1) Tempo de resistência requerido ao fogo (TRRF): é determinado por uma legislação local ou através de normalizações pertinentes. No Brasil, o TRRF normalmente situa-se entre 30 minutos e 2 horas. Nos EUA, Europa e Japão os requisitos são mais rigorosos, atingindo-se até 4 horas. As regulamentações, normas ou análises técnicas que definem os tempos de proteção para cada tipo de edificação levam em consideração vários aspectos, tais como: utilização da edificação, altura e área construída, compartimentação existente e outros sistemas de proteção complementares, carga combustível e taxa de ventilação.
2) Fator de Forma (perímetro/seção) de cada elemento estrutural: representa a resistência de um determinado perfil metálico em uma situação de incêndio.
Dimensionamento de Proteção
Existem dois métodos para calcular qual a espessura adequada do material de proteção:
a) a forma mais simples de cálculo é utilizar os resultados de ensaios reais de resistência ao fogo, fornecidos pelo fabricante na forma de uma carta de cobertura, onde as espessuras de proteção são facilmente determinadas;
b) pode-se calcular analiticamente, com base em dados dos materiais como densidade, condutividade térmica e calor especifico. Esta metodologia é acurada, porém possui limitações, sobretudo quando os materiais sofrem mudanças físicas durante o incêndio, como é o caso de tintas intumescentes ou alguns projetados que possuem fluidos cristalizados em sua composição.
Normalização:
As normas da ABNT que abordam o tema são:
NBR: 14323/99 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio: através desta norma, editada em julho de 1999 e baseado no Eurocode;
Exigências de Resistência ao Fogo dos Elementos Construtivos das Edificações (Projeto 24:301.06-002/99);
Outras normas, legislações e regulamentações estaduais que abordam este tema (como a C.B.I.T. 08 contida no Decreto Lei nº 46.076 de 2001 do Estado de SP)
Métodos e Materiais para Proteção de Estruturas Metálicas:
Existem diversas formas de proteção de estruturas metálicas, tais como recobrimento com alvenaria, concretos ou blocos celulares e a aplicação de materiais específicos. Os métodos mais racionais para a proteção são materiais desenvolvidos especificamente para esta finalidade.
Características x Custo
Os principais materiais utilizados são listados abaixo, por ordem decrescente de custo:
- tintas intumescentes;
- concreto vermiculitico;
- mantas de fibra cerâmica;
- materiais projetados (argamassas secas e úmidas).
Materiais de proteção:
Materiais projetados: são os mais utilizados mundialmente para a proteção de estruturas metálicas (argamassas úmidas), sendo especificados para a proteção dos maiores prédios do mundo. A introdução destes no Brasil foi a maior responsável pela queda dos preços da proteção de estruturas metálicas. Estes materiais, desenvolvidos, em sua maioria, para áreas internas e abrigadas de intemperismos, especificamente para a proteção de estruturas, reduzem significativamente prazos e custos de aplicação da proteção passiva contra fogo. Requer limpeza após aplicação e controle de espessura na obra.
Mantas de fibra cerâmica e painéis de lã de rocha: estes são ideais para edificações em funcionamento, fornecidos prontos para instalação, necessitam de pinos de ancoragem para fixação, a aplicação é limpa, sem controle de espessura na obra, alguns tipos de acabamentos disponíveis, sempre com baixa resistência mecânica.
Tintas intumescentes: com excelente acabamento visual, podem permanecer expostos, tendo excelente resistência mecânica. Requerem controle rigoroso de espessura, condições climáticas e prazos entre as demãos e acabamento e necessidade de mão de obra muito especializada.
Placas rígidas: ideais para colunas aparentes, com tempo de proteção entre 90 e 120 min. Tem boa resistência mecânica, tem acabamento similar às placas de gesso acartonado e permitem pintura.
Argamassa à base de vermiculita: ideais para áreas industriais e equipamentos, com testes para petroquímica, a aplicação é lenta, requerendo elementos de ancoragem e limpeza posterior a aplicação. Podem permanecer expostos e suportam intemperismos.
Os aspectos para correta escolha do material são:
- aparência, em função da necessidade ou não de requinte estético;
- resistência mecânica;
- período de obra;
- procedência, testes e locais onde os materiais tenham sido aplicados;
- velocidade de aplicação;
- capacitação técnica da empresa escolhida e dos funcionários;
- custo.
Fonte: Refrasol Comercial Internacional Ltda
domingo, 3 de agosto de 2008
Planejamento de empreendimentos sustentáveis
Evento que a PINI realizará no próximo dia 19 pretende auxiliar tomadores de decisão a lidar com diversas vertentes da sustentabilidade aplicada à construção: eco-eficiência predial, escolha de fornecedores e materiais, viabilidade econômica de empreendimentos com itens de sustentabilidade, operação de empreendimentos sustentáveis e marketing responsável.São quatro palestras confirmadas conduzidas por especialistas, ligando assim pesquisadores e aplicadores de tecnologias ou gestores que demandam de informações para novos empreendimentos. Serão debatidos o planejamento, viabilidade de projetos e até mesmo os riscos envolvidos em construções diferenciadas pelo aspecto ambiental, seja pela localização ou pelos itens adicionados à construção.
Fórum:
Empreendimentos Imobiliários Sustentáveis – Viabilidade, Projeto e Execução
Data: 19-08-2008
Horário: 9h às 17h
Local: Hotel Renaissance – Al. Jaú, 1620, Cerqueira César, São Paulo - SP.
Palestras Confirmadas
Projetos de Eco-Eficiência em Edificações: Desempenho Ambiental e Energético
Arq. Joana Gonçalves – NUTAU – Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
Seleção de Insumos e Fornecedores com Critérios de Sustentabilidade na Construção Civil
Prof. Vanderley Moacyr John – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Conselho da Construção Sustentável
Oportunidades de Negócios com Empreendimentos Imobiliários Sustentáveis
Hugo Marques da Rosa – Presidente da Método Engenharia
Custos de Construção, Operação e Manutenção de Empreendimentos Imobiliários Sustentáveis
Eng. Mauricio Bianchi – Diretor da BKO Engenharia
Data: 19-08-2008
Horário: 9h às 17h
Local: Hotel Renaissance – Al. Jaú, 1620, Cerqueira César, São Paulo - SP.
Palestras Confirmadas
Projetos de Eco-Eficiência em Edificações: Desempenho Ambiental e Energético
Arq. Joana Gonçalves – NUTAU – Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
Seleção de Insumos e Fornecedores com Critérios de Sustentabilidade na Construção Civil
Prof. Vanderley Moacyr John – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Conselho da Construção Sustentável
Oportunidades de Negócios com Empreendimentos Imobiliários Sustentáveis
Hugo Marques da Rosa – Presidente da Método Engenharia
Custos de Construção, Operação e Manutenção de Empreendimentos Imobiliários Sustentáveis
Eng. Mauricio Bianchi – Diretor da BKO Engenharia
Fonte: Piniweb, 05.05.08.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Argamassa fina e eficiente
A Resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que se responsabiliza há seis anos pelo destino dado ao entulho, visa diminuir a quantidade de resíduos depositados em bota-foras. Além deste outros fatos, a F A Oliva Empreendimentos Imobiliários passou a buscar uma alternativa que gerasse menos resíduos no canteiro de obras.
Foi assim que a Comunidade da Construção de Campinas, em parceria com a Abai (Associação Brasileira de Argamassa Industrializada), a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e empresas de cimento, desenvolveu um revestimento cimentício de pequena espessura para uso em interiores.
A argamassa, obtida à base de cimento, cal, e areia e aditivos não tóxicos, tem tempo em aberto controlado. Foi atestada, conforme a NBR 13281 – Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos – Requisitos, em vigor desde 2005.
Dentre as vantagens observadas, destaca a qualidade do acabamento final, a velocidade de execução, a limpeza com menor geração de resíduos e o desempenho. Um dos motivos para o custo competitivo foi a possibilidade de usar mão-de-obra própria, sem a necessidade de terceirização.
Para aplicação, manual, usou-se a desempenadeira plástica para a aplicação, corrugada para desempeno, e lisa para o acabamento final. O desempenho da aplicação foi atestado com medições de tempo de cada etapa, desde a preparação até o acabamento final. Essa forma de aplicação é fundamental para a economia de material, em vez do sistema convencional – chapado com colher de pedreiro – a desempenadeira com argamassa é comprimida contra o substrato. Com isso o revestimento tem consumo de 9 kg de argamassa por metro quadrado de parede com 5 mm de espessura. O volume de resíduos em comparação ao total consumido não chega a 4%.
Por se tratar de um procedimento em desenvolvimento, alguns pontos estão sendo observados para aprimoramento. Um deles é a própria forma de aplicação. Embora a construtora perceba melhoras na performance da mão-de-bra, já está sendo avaliados benefícios da mecanização da aplicação. Espera-se que elimine a etapa de sarrafeamento com a projeção da argamassa já na espessura desejada.
Seqüência do desenvolvimento do revestimento de baixa espessura
1) Disponibilidade da obra
2) Caracterização do revestimento de gesso
3) Experimentação com revestimento de argamassa – aplicação manual
4) Observações comparativas dos sistemas
5) Expectativas e resultados.
Foi assim que a Comunidade da Construção de Campinas, em parceria com a Abai (Associação Brasileira de Argamassa Industrializada), a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e empresas de cimento, desenvolveu um revestimento cimentício de pequena espessura para uso em interiores.
A argamassa, obtida à base de cimento, cal, e areia e aditivos não tóxicos, tem tempo em aberto controlado. Foi atestada, conforme a NBR 13281 – Argamassa para Assentamento e Revestimento de Paredes e Tetos – Requisitos, em vigor desde 2005.
Dentre as vantagens observadas, destaca a qualidade do acabamento final, a velocidade de execução, a limpeza com menor geração de resíduos e o desempenho. Um dos motivos para o custo competitivo foi a possibilidade de usar mão-de-obra própria, sem a necessidade de terceirização.
Para aplicação, manual, usou-se a desempenadeira plástica para a aplicação, corrugada para desempeno, e lisa para o acabamento final. O desempenho da aplicação foi atestado com medições de tempo de cada etapa, desde a preparação até o acabamento final. Essa forma de aplicação é fundamental para a economia de material, em vez do sistema convencional – chapado com colher de pedreiro – a desempenadeira com argamassa é comprimida contra o substrato. Com isso o revestimento tem consumo de 9 kg de argamassa por metro quadrado de parede com 5 mm de espessura. O volume de resíduos em comparação ao total consumido não chega a 4%.
Por se tratar de um procedimento em desenvolvimento, alguns pontos estão sendo observados para aprimoramento. Um deles é a própria forma de aplicação. Embora a construtora perceba melhoras na performance da mão-de-bra, já está sendo avaliados benefícios da mecanização da aplicação. Espera-se que elimine a etapa de sarrafeamento com a projeção da argamassa já na espessura desejada.
Seqüência do desenvolvimento do revestimento de baixa espessura
1) Disponibilidade da obra
2) Caracterização do revestimento de gesso
3) Experimentação com revestimento de argamassa – aplicação manual
4) Observações comparativas dos sistemas
5) Expectativas e resultados.
Fonte: Revista Techne, julho 2008.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Proposta de revisão NBR 8800
O projeto de revisão da norma NBR 8800:2008 – Projeto de Estrutura de Aço e de Estrutura Mista de Aço e Concreto de Edificações foi aprovado e deverá ser publicado dentro de três meses.
A nova NBR 8800 elimina itens de execução, segundo o engenheiro Ricardo Hallal Fakury, secretário da Comissão de Estudos e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) destaca que a revisão da norma de 1986, eliminou estes itens, pois é um assunto amplo e deve constituir uma norma própria.
Inserem elementos estruturais mistos de aço e concreto como pilares, lajes e ligações mistas. Será integrada também a NBR 14323:1999 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio, que está em processo de revisão para se atualizar e compatibilizar com a futura NBR 8800.
Procedimentos de cálculo também foram atualizados, utilizava-se curvas múltiplas de resistência para barras axialmente comprimidas, que foram substituídas por uma curva única. A durabilidade e a estética das estruturas de aço também será abordada por meio de anexo, que trata da questão da proteção à corrosão atmosférica da liga metálica.
O professor considera que sendo bem utilizada a nova norma, poderá reduzir custos das obras.
A nova NBR 8800 elimina itens de execução, segundo o engenheiro Ricardo Hallal Fakury, secretário da Comissão de Estudos e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) destaca que a revisão da norma de 1986, eliminou estes itens, pois é um assunto amplo e deve constituir uma norma própria.
Inserem elementos estruturais mistos de aço e concreto como pilares, lajes e ligações mistas. Será integrada também a NBR 14323:1999 – Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio, que está em processo de revisão para se atualizar e compatibilizar com a futura NBR 8800.
Procedimentos de cálculo também foram atualizados, utilizava-se curvas múltiplas de resistência para barras axialmente comprimidas, que foram substituídas por uma curva única. A durabilidade e a estética das estruturas de aço também será abordada por meio de anexo, que trata da questão da proteção à corrosão atmosférica da liga metálica.
O professor considera que sendo bem utilizada a nova norma, poderá reduzir custos das obras.
Fonte: Piniweb, 17.07.08.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Concreto feito na obra
O Instituto de Engenharia, localizado à Avenida Dante Pazzanese, 120 – Vl. Mariana, realizará o curso “Concreto Feito na Obra”, no dia 17-07-08, ministrada pelo instrutor Egydio Hervé Neto.
Programação:
Descrição: Com as mudanças nas Normas e procedimentos de Projeto, Execução e Controle do Concreto, muitas novas exigências foram introduzidas na confecção desse material, algumas das quais parecem inatingíveis para as condições normais da obra, no atual estado de organização e conhecimento, ficando a visão de que apenas com empresas especializadas em serviços de concretagem se poderá produzir o concreto para a obra. No entanto não se pode fugir à realidade de que ainda se necessita conhecer e fazer concreto na obra, seja para uma concretagem menor, que não justifica uma empresa concreteira, seja pela localização da obra em região sem esses serviços, seja por uma decisão de que há possibilidade – econômica ou operacional – de produzir-se o próprio concreto na obra. O curso mostra como proceder na produção, controle e Garantia da Qualidade na produção do concreto na obra.
Programação:
Descrição: Com as mudanças nas Normas e procedimentos de Projeto, Execução e Controle do Concreto, muitas novas exigências foram introduzidas na confecção desse material, algumas das quais parecem inatingíveis para as condições normais da obra, no atual estado de organização e conhecimento, ficando a visão de que apenas com empresas especializadas em serviços de concretagem se poderá produzir o concreto para a obra. No entanto não se pode fugir à realidade de que ainda se necessita conhecer e fazer concreto na obra, seja para uma concretagem menor, que não justifica uma empresa concreteira, seja pela localização da obra em região sem esses serviços, seja por uma decisão de que há possibilidade – econômica ou operacional – de produzir-se o próprio concreto na obra. O curso mostra como proceder na produção, controle e Garantia da Qualidade na produção do concreto na obra.
Conteúdos:
Definições e conceitos - Especificações do concreto no Projeto – Estudo de dosagem – Procedimentos de Produção – Controle Tecnológico – Considerações sobre custos.
Instrutor: Egydio Hervé Neto, Engenheiro Civil pela UFRGS em 1971, com formação complementar em Auditoria e Sistemas da Qualidade pelo INMETRO, diversos cursos de especialização em Tecnologia de Concreto e suas aplicações pela ABCP, onde atuou por mais de 11 anos, além de atuação em empresas de renome no Brasil da área de concreto e construções (CONCREMAT, CONCRETEX, FORBETON, JAAKO POÏRY), especialista e consultor em Qualidade e Tecnologia do Concreto, Diretor Técnico da VentusCore Tecnologia de Concreto, com Sede em Porto Alegre.
Definições e conceitos - Especificações do concreto no Projeto – Estudo de dosagem – Procedimentos de Produção – Controle Tecnológico – Considerações sobre custos.
Instrutor: Egydio Hervé Neto, Engenheiro Civil pela UFRGS em 1971, com formação complementar em Auditoria e Sistemas da Qualidade pelo INMETRO, diversos cursos de especialização em Tecnologia de Concreto e suas aplicações pela ABCP, onde atuou por mais de 11 anos, além de atuação em empresas de renome no Brasil da área de concreto e construções (CONCREMAT, CONCRETEX, FORBETON, JAAKO POÏRY), especialista e consultor em Qualidade e Tecnologia do Concreto, Diretor Técnico da VentusCore Tecnologia de Concreto, com Sede em Porto Alegre.
Data e Horário: O curso será apresentado em 2 módulos de 4 horas.
Data: 17 de julho de 2008
Horário: 08h00 às 18h00
Incluso no custo: Material didático, coffee break e certificado.
Para mais informações falar com Roseli Telefone: 3466-9253 e-mail: cursos@ie.org.br
Público Alvo: Arquitetos, Engenheiros Civis, Técnicos, Tecnólogos e estudantes dessas áreas, que atuem em Projeto, Execução, Gerenciamento ou Fiscalização de obras de concreto.
AssociadosValor: R$ 180,00 / Não associadosValor: R$ 240,00
Fonte: Site Instituto de Engenharia, julho 2008.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
”A estrutura de aço já atingiu o nível da rua”
Em julho de 2005 foi tornada pública a terceira e definitiva versão do projeto do edifício, que incorporou uma base cúbica de 61 metros, coberta com uma mistura reforçada de aço inoxidável e titânio, que oferece um escudo de segurança capaz de resistir a uma grande explosão. A obra teve início em abril de 2006, “Será um símbolo de nossa liberdade e nossa independência”, disse à imprensa o governador do Estado de Nova York, George Pataki.Oito triângulos elevados da base para formar um octágono perfeito e reforçado no centro da estrutura culmina em um parapeito de vidro a 420 metros, a altura das torres-gêmeas destruídas em 11 de setembro de 2001.
A base que sustentará a Torre da Liberdade, já atingiu o nível da rua. "A estrutura de aço já atingiu o nível da rua. É um marco muito importante para o edifício", disse à Agência Efe o responsável de comunicação da Autoridade do Porto de Nova York e Nova Jersey, Steve Coleman.
Essa entidade é a encarregada de tramitar o projeto do novo edifício, que se prevê que em 2012, quando estiver terminado, alcancará 1776 pés (541,68 metros).
Para levantar a base desta torre, que ocupará 242.000 metros quadrados, o grupo ArcelorMittal forneceu até o momento 13.500 toneladas de aço, das quais 9.800 são vigas "jumbo" - estruturas que só são fabricadas pelo grupo siderúrgico, as mais densas e longas do mercado.
Com mil quilos de peso por metro e até 22 metros de longitude, "são vigas únicas, com uma qualidade excepcional, grande flexibilidade e resistência que só são fabricadas em Differdange e com material 100% reciclado", explicou Jacques Braun, diretor comercial da ArcelorMittal.
Assim, a base da futura Torre da Liberdade nasce de grandes montões de ferro-velho fundido e transformado em aço líquido que, depois de adquirida a forma, terá três linhas de cilindros - onde se ajustarão com maior precisão a temperatura do interior da viga -, e será dotada de maior resistência e flexibilidade.
"Esse sistema permite criar uma nova geração de aço que vai servir, entre outros muitos projetos, para manter um dos edifícios mais emblemáticos do mundo", resume Michael Wurth, membro da direção-geral da ArcelorMittal e responsável por produtos planos.
Em números, o custo de cada metro de uma viga "jumbo" se aproxima dos US$ 1.000 e, até o momento, o cálculo total dos pedidos que o maior fabricante mundial de aço forneceu para o projeto chega a US$ 30 milhões.
"Não há números globais sobre o aço que a companhia fornecerá a todo o projeto nem do valor final, porque é um contrato a longo prazo que vai sendo negociado", explicam diretamente da ArcelorMittal.
Além do aço para a base da Torre da Liberdade, a companhia tem comprometidas 800 toneladas a mais para as últimas plantas do edifício, assim como para outras construções do complexo que encherá o vazio deixado pelo World Trade Center.
Cada uma das vigas fornecidas percorrerá primeiro a trem e depois a navio, os mais de 7.600 quilômetros que separam Luxemburgo de Nova York.
"Este projeto requer uma logística muito grande", explica Robert Engle, o diretor da planta, da qual também saíram vigas "jumbo" para outros emblemáticos edifícios como o Shangai Financial Center ou os arranha-céus do novo centro de negócios de Moscou.
Em Nova York, Kenneth Lewis, um dos arquitetos do estúdio Skidmore, Owings & Merril destaca o papel essencial que possui o aço nesta construção, onde a segurança foi uma das chaves do desenho.
"O aço se movimentará com a torre. Apresentará maior flexibilidade e dará mais segura para estrutura", explicou Lewis sobre o desenho de um edifício que se modificou expressamente para reforçar sua segurança, e que contará com 108 plantas, além de culminar em um terraço cristalizado à mesma altura da qual tinham as desaparecidas Torres Gêmeas e uma antena de telecomunicações.
No total, a futura torre, que requereria um investimento conjunto de cerca de US$ 3 bilhões, terá mais de 80.000 toneladas de aço, muitas delas de origem européia.
Fonte: CBCA - Jornal Metálica, julho/2008.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Angra 3 já tem data para início: 1º setembro
A retomada do programa nuclear brasileiro está muito próximo de sair do papel. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a data para ínicio das obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro é 1º de setembro.A última etapa que ainda precisa ser cumprida antes de os tratores serem levados ao canteiro de obra é a emissão, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da licença de instalação da usina, que deve ser liberado pelo orgão ambiental em um prazo de 10 a 15 dias. A previsão foi confirmada ao Estado por técnicos do Ibama.
O governo debateu por anos se deveria ou não reiniciar as obras de Angra 3. Por fim, em junho do ano passado, foi aprovada a proposta de retomada e conclusão, pelo Conselho Nacional de Política (CNPE), órgão interministerial de aconselhamento da Presidência da República, a Eletronuclear, estatal responsável pela gestão da energia nuclear no País, a construir a terceira usina em Angra dos Reis.
Com o crescimento da demanda de energia elétrica estimada pelo Ministério de Minas e Energia MME até 2.015, implica uma necessidade de expansão da capacidade de geração em cerca de 3.000 MW médios por ano. Os estudos preliminares sugerem a construção de quatro novas usinas nucleares até 2.030 além de Angra 3. Duas novas unidades nucleares com potência de 1 mil MW, cada, deverão ser construídas na Região Nordeste e as outras duas no Sudeste. Segundo o estudo, em 2.015, o parque nuclear passaria a ter 3,3 mil MW com a entrada de Angra 3. Já com as quatro outras usinas a capacidade de geração de energia nuclear, em 2.030, chegaria a 7,3 mil MW. Para fazer os cálculos, o estudo está considerando um aumento do PIB de 4,1% ao ano e um crescimento de demanda por energia de 3,5% ao ano até 2.030.
Fonte: Sites: O Estado de São Paulo e Eletrobrás, 08.07.2008.
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