O primeiro passo ao detectar problemas de infestação de cupins no seu imóvel, ou mesmo outros organismos xilófagos (residencial ou comercial), como fungos e brocas-de-madeira, é chamar algumas empresas especializadas para a realização de uma vistoria e coletar informações para o tratamento. É necessário que os produtos normalmente utilizados para a execução de uma barreira química em edificações sejam adquiridos por empresas especializadas. O consumidor deve evitar o manuseio de produtos químicos sem o pleno conhecimento sobre as restrições de uso, forma de manipulação e de aplicação, bem como sobre o objetivo da realização de qualquer tratamento para controlar uma infestação de cupins.Com a identificação das espécies de cupins, será possível definir os tratamentos a serem realizados para controlar o ataque desses insetos. Os cupins subterrâneos, por exemplo, tem grande capacidade de dispersão pelo imóvel. Assim deve-se avaliar a intensidade do ataque, a dispersão dos cupins e preferencialmente com a utilização de plantas do imóvel. Inclui-se na investigação o madeiramento em contato com a alvenaria, como: batentes, guarnições, rodapés e armários embutido; os espaços vazios, como: caixões perdidos, colunas de distribuição, juntas de dilatação e ainda o entorno da edificação, como: jardins, etc. A partir deste diagnóstico podem-se definir e indicar os tratamentos a serem realizados, que podem ser tanto curativo quanto preventivo.
Os principais são:
- Tratamento de solo: visa criar uma barreira química no perímetro externo da construção impedindo o acesso dos cupins subterrâneos à edificação, na dependência da abrangência da infestação pode ser executada, também no seu perímetro interno;
- Tratamento de espaços vazios: consiste na aplicação de inseticidas nos espaços pelos quais os cupins estão se dispersando ou mesmo constituindo colônias;
- Tratamento de madeira: restringe-se àquelas peças ou partes delas em contato com a alvenaria;
Outras tecnologias para o controle da infestação de cupins também podem ser utilizadas, por exemplo: o uso de iscas para o controle de algumas espécies de cupins subterrâneos.
Gonzalo Lopez, biólogo, Centro de Tecnologia de Recursos Florestais
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Fonte: Revista Techne edição 135.
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